terça-feira, 22 de maio de 2012

Por que comecei a escrever.


      Fui uma criança tímida e dependente, precisava da minha mãe para tudo – não mudei tanto assim! Continuei, na adolescência, sendo muito “fechada”. Tinha dificuldade de compartilhar minha vida até com as minhas melhores amigas. Isso não era nada legal!
      Quando não concordava com alguma coisa – qualquer coisa mesmo, como decisões em trabalho escolares feitos em grupo, por exemplo -, me omitia. Não tinha muita coragem pra quase nada. Eu era meio “fraca”, pelo menos me julgava assim.
      Lembro-me que na oitava série minha turma escolheu a professora novata de inglês para ser nossa paraninfa. A professora de matemática nos deu um sermão “daqueles”. É que a professora de português era a responsável pela sala e já estava conosco desde a quinta série – além de ser amiga da de matemática! Para concluir essa confusão, a de inglês agradeceu e inventou uma desculpa esfarrapada para não aceitar o convite, e... a de português venceu a disputa! Ela também era muuuito legal, mas eu fiquei irritadíssima com a interferência da professora de matemática. Ela não tinha o direito de questionar nossa escolha, oras!!!
      O que eu fiz?
      Não fui à minha formatura! E eu faria o agradecimento a Deus – pois é!
      Só contei isso para mostrar que opinião formada eu tinha, mas coragem para expô-la não!
      Voltando ao assunto principal...
      Eu não sabia falar, me expressar, argumentar... e, quando tentava, eu chorava... chorava de raiva, de vergonha, de nervosismo... Então, eu desisti de aprender a falar. Foi aí que eu conheci o papel e a caneta!
      Minha vida mudou!!!
      Ainda sou muito “travada” para conversar com determinadas pessoas, ou que eu não tenha intimidade, ou com aquelas que me intimidam, ou com várias ao mesmo tempo...
     Mas, como o ato de escrever se tornou para mim um modo de desabafar, extravasar sentimentos e sensações, já tenho mais facilidade para, pelo menos, me defender.
      Quando comecei a escrever, eu escrevia textos. Não sabia, e nem tinha a necessidade de saber, que os textos que eu escrevia eram crônicas, contos, artigos de opinião etc. De que me importavam essas classificações? Minhas intenções eram outras...
      Foi assim que eu comecei a gostar da escrita.
     Porque escrever é como ter um melhor amigo que não dá palpites aleatórios, não espalha seus segredos e ainda faz você refletir sobre a sua vida.
      É deixar um pedaço seu para o mundo. Se tornar imortal!
     E, também, é poder apertar o “delete” quando algo não der certo, sem deixar manchas do erro.
      Ah! Sem contar o “Ctrl+Z” que nos permite voltar atrás para começar de novo.
      Eita, amigos bons esses!!!

Um comentário:

  1. Acho que nunca te contei.

    Mas já fui apaixonado por vc.

    Bju!

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