segunda-feira, 1 de abril de 2013

O que é belo?


      Em um mundo cada vez mais competitivo e seletivo, onde o aspecto físico soma pontos importantes, programas e blogs relacionados à beleza crescem em grandes proporções. Estaríamos, nós, atingindo níveis cada vez mais altos de futilidade e superficialismo? Ou beleza, plagiando Vinícius, é mesmo fundamental?
       Se é fundamental, não sei. Todavia, quem não quer ser belo?
      Partindo do clichê, verdadeiro, de que beleza é relativa, como defini-la?     
      Magra ou gostosa?
       Loira ou morena?
       Bombado ou natural?
       Alto ou baixo?
       Não tem como ditar um gosto único universal. Embora alguns biótipos sejam aceitos como bonitos por uma massa esmagadora, acarretando o descontentamento dos que não se enquadram no mesmo, ou a busca pela “perfeição” imposta.
       Por que este é um assunto tão envolvente e que dá tanto ibope?
    Porque mexe com a autoestima e, logo, com a socialização das pessoas.
      Tenho o costume de assistir à SuperNanny, e o que mais me chama a atenção – depois dos “pestinhas” (rs...) – é que, em 99,9% dos casos, os casais já não vivem uma vida conjugal harmônica e amorosa. Por causa dos filhos? É provável. Mas, a falta de paixão e desejo entre eles é notada, principalmente, na aparência da mulher – normalmente, a que mais fica em casa com as crianças. São mulheres que, por terem que lidar com o desrespeito dos pequenos e a distância do parceiro, não percebem o quanto foram afetadas física e psicologicamente nesse processo. Daí o motivo de a supernanny trabalhar mais com o emocional dos pais, com a reconciliação da vida matrimonial e, por vezes, literalmente, com a imagem das mulheres.
      Por mais que pareça futilidade, alguns cuidados com o visual refletem no nosso ânimo, mexem com a libido, tanto própria, quanto de outrem. Se sentir bem com uma roupa, por exemplo, certamente fará o bem-estar ultrapassar os tecidos e contagiar o espírito – e a roupa pode ser aquela da loja de R$ 10.
      Sempre enxergamos os nossos defeitos – altura, barriguinha, nariz etc – e, realmente, somos imperfeitos! Mudaríamos tantas coisas... ou não? Satisfação é palavra traiçoeira, quando menos se espera, ou mais se precisa, ela some. Resta convivermos com essa verdade.
      Aí é que entra a relatividade da beleza: somos capazes de enxergar outras belezas Aquelas que nos faltam; as que nos completam; as diferentes, exóticas, chamativas; as impactantes; normais; intocáveis e inimagináveis.
      Não vemos o mundo da mesma maneira, não gostamos das mesmas coisas, nem temos as mesmas opiniões... Por que acharíamos bonito o mesmo padrão de beleza?
       Cada qual com seu jeito de ver e caracterizar o que é belo...
      Assim, vamos buscando, ajeitando, aprimorando e exalando o nosso próprio jeito de sermos belos - e únicos.

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