Em um mundo cada vez mais competitivo e seletivo, onde o
aspecto físico soma pontos importantes, programas e blogs relacionados à beleza
crescem em grandes proporções. Estaríamos, nós, atingindo níveis cada vez mais altos
de futilidade e superficialismo? Ou beleza, plagiando Vinícius, é mesmo fundamental?
Se é
fundamental, não sei. Todavia, quem não quer ser belo?
Partindo
do clichê, verdadeiro, de que beleza é relativa, como defini-la?
Loira
ou morena?
Bombado
ou natural?
Alto ou
baixo?
Não tem
como ditar um gosto único universal. Embora alguns biótipos sejam aceitos como
bonitos por uma massa esmagadora, acarretando o descontentamento dos que não se
enquadram no mesmo, ou a busca pela “perfeição” imposta.
Por que
este é um assunto tão envolvente e que dá tanto ibope?
Porque
mexe com a autoestima e, logo, com a socialização das pessoas.
Tenho o
costume de assistir à SuperNanny, e o que mais me chama a atenção – depois dos “pestinhas”
(rs...) – é que, em 99,9% dos casos, os casais já não vivem uma vida conjugal harmônica
e amorosa. Por causa dos filhos? É provável. Mas, a falta de paixão e desejo entre
eles é notada, principalmente, na aparência da mulher – normalmente, a que mais
fica em casa com as crianças. São mulheres que, por terem que lidar com o
desrespeito dos pequenos e a distância do parceiro, não percebem o quanto foram
afetadas física e psicologicamente nesse processo. Daí o motivo de a supernanny
trabalhar mais com o emocional dos pais, com a reconciliação da vida
matrimonial e, por vezes, literalmente, com a imagem das mulheres.
Por mais
que pareça futilidade, alguns cuidados com o visual refletem no nosso ânimo,
mexem com a libido, tanto própria, quanto de outrem. Se sentir bem com uma
roupa, por exemplo, certamente fará o bem-estar ultrapassar os tecidos e contagiar
o espírito – e a roupa pode ser aquela da loja de R$ 10.
Sempre
enxergamos os nossos defeitos – altura, barriguinha, nariz etc – e, realmente,
somos imperfeitos! Mudaríamos tantas coisas... ou não? Satisfação é palavra
traiçoeira, quando menos se espera, ou mais se precisa, ela some. Resta convivermos com essa
verdade.
Aí é
que entra a relatividade da beleza: somos capazes de enxergar outras belezas Aquelas
que nos faltam; as que nos completam; as diferentes, exóticas, chamativas; as
impactantes; normais; intocáveis e inimagináveis.
Não
vemos o mundo da mesma maneira, não gostamos das mesmas coisas, nem temos as
mesmas opiniões... Por que acharíamos bonito o mesmo padrão de beleza?
Cada qual
com seu jeito de ver e caracterizar o que é belo...
Assim,
vamos buscando, ajeitando, aprimorando e exalando o nosso próprio jeito de sermos belos - e únicos.
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